Esse excesso que me estraga, de Rodrigo Goldacker [pré-venda]
R$60,00
Um bloqueio de escrita vira o pontapé para uma investigação metalinguística sobre o papel da poesia, o que ela pode e não pode fazer, quando o silêncio poderia ser a escolha mais apropriada, e o que nos leva a insistir no erro de mesmo assim assumir o excesso (a palavra). Poemas verborrágicos, irônicos ao mesmo tempo que vulneráveis, escritos na busca da sinceridade mais desconfortável: aquela que admite até mesmo sua própria performance.
Ou
“Vontade de escrever sem ter nada a dizer”, abre o primeiro verso do primeiro poema de um livro que vai dizer tudo, em excesso, até saturar seus temas: traumas, bloqueios, a raiz da escrita na infância, a agonia da vida na cidade, o amor, a empatia como maldição, a autocrítica e o ridículo de pensar e fazer poesia num mundo que está queimando. Aqui, o excesso assume o risco de ser falha porque é o único método viável para comunicar e permanecer.
Ou
Se o silêncio é digno e desejável, mas inumano e inatingível, este livro se contenta com a segunda melhor alternativa: o excesso saturado de palavras, pontos de vista, metalinguagens, autocríticas, reflexões sobre os traumas, a cidade, o amor e o que mais couber no texto. Entre a vaidade e a insegurança, a vulnerabilidade e a performance, poemas que buscam confrontar com sinceridade o paradoxo de escrever a arte que é comparada aqui ao “mais impopular e inútil dos esportes”: a poesia.
Ficha Técnica Formato: 16 x 23 cm
Miolo: 96 páginas
Tiragem: 200 exemplares
Lançamento: novembro/2026
Atenção! Este livro está em pré-venda. Os envios serão realizados a partir de 16 de novembro.
Uma investigação poética sobre a própria necessidade de se fazer poesia, partindo de um bloqueio criativo para estruturar todo um projeto de prática e filosofia que sustente uma poesia de excesso num mundo em crise. Poemas longos contra e a favor da própria palavra, expondo o ridículo, a dor, a vaidade e a estranha paz de versar mesmo quando, e especialmente, naqueles casos em que talvez nada devesse ser dito.
Autor
Rodrigo Goldacker vive de palavras. Redator há nove anos e mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, atua como professor. Quatro de seus livros estão na Amazon. Publicado em 2022, Eu Só Existo às Terças-feiras foi um dos cinco finalistas do primeiro Prêmio Amazon de Literatura Jovem ( e por isso ganhou uma adaptação em audiolivro pela Audible). Em 2023 lançou Verde Verdade, uma desconstrução dos romances de andarilhos. Em 2024 foi a vez da ficção científica filosófica Éramos Deuses. Publicou também um ensaio sobre tecnologia em formato físico e artesanal com a Editora Casatrês. Em seu espaço no Medium, desde 2016 escreve um pouco de tudo: ensaios, textos sobre cultura, tecnologia, política e psicologia, relatos autobiográficos, contos, poesias e o que mais der na telha. Por lá, é um dos mais antigos integrantes do portal Fazia Poesia. É paulistano e no tempo livre joga Tetris, leva sua cachorra Sunna para passear, fofoca com sua esposa ou senta na varanda para divagar com a vista e ler.